V Dia da Visita Pastoral
10 de janeiro de 2026
Uma visita Pastoral é a graça de Deus em acção e um imenso previlégio para a comunidade visitada. Vivemos em Caxias a profundidade cristã da presença do nosso Bispo. Os pastores conhecem as suas ovelhas e tratam-nas pelo nome. Assim, aconteceu, em Caxias. Tantos nomes....!
Como te chamas? Perguntou vezes sem conta o nosso Bispo. Nas ruas, onde nos conheceu, nas Instituições onde o receberam, na Paróquia onde o acolhemos, os doentes que visitou, as crianças com quem brincou, e tão felizes que estávamos, na companhia do nosso Padre José Carlos e do Prior, José Luís.
Somos conhecidos pelo nome, por essa dignidade única, que o baptismo singularizou como filhos de Deus, portadores da vida nova, sujeitos amorosamente amados pelo Senhor. Que previlégio tão grande a nossa catolicidade.
Aconteceu nas nossas vidas. Jesus encontrou na história e transformou-nos, por isso, porque O reconhecemos, esta semana, demos voltas à vida para estarmos, todo o tempo, possível, com o nosso Patriarca e com o seu Bispo Auxiliar.
Hoje, sábado, penultimo dia da Visita Pastoral, D. Rui visitou os Unidos Caxienses, essa magnanime instituição que torna o desporto um espaço de cultura e a cultura um território desportivo, absolutamente querido e desejado pelas crianças da nossa freguesia, «sou do caxiense» já dizem os praticantes de futsal, como é extraordinário vê-los equipados pelas ruas, já crescidos, mas ainda crianças de mãos dadas pelos pais; a Cartuxa, como nós chamamos à Igreja, talvez a nossa maior referência patrimonial, religiosa e cultural, lugar onde deveríamos aprender o papel das Ordens Monásticas nas matrizes culturais europeias, e portuguesas, esse lugar previligiado, onde os caxienses podiam convidar os povos de toda a Terra a conhecer e saber da História Medieval, esse tempo que tanto nos ensina sobre nós, a História da Igreja; e, por fim, passeou pelo jardins da Quinta Real, que lugar tão belo da nossa terra, o pormenor das estátuas, autoria de Machado de Castro, os jardins contemporâneos do Palácio de Queluz, a cascata, a água das fontes, tudo uma beleza...
Os privilegiados do programa da tarde, foram a catequese e os escuteiros. Com eles, D. Rui Gouveia passou a tarde e jantou. Despediu-se do corpo de escutas de Caxias, essa “massa” de rapazes e raparigas que aprendem a olhar o Outro e o mundo a partir da ecologia integral de que tanto falava o Papa Fracisco. Pelas imagens (anexas) percebemos a intimidade com que viveram a sua passagem pelos lugares que os reportam. E a catequese? Os meninos e as suas perguntas...! D. Rui conversa com as crianças com a naturalidade própria do convívio familiar. Das nossas casas, com os nossos filhos, na Família.
À noite fomos rezar o Terço ao Centro Cultural da Pedreira. Imediatamente antes, o nosso Bispo abençou a nova sede da Associação Moradores da Pedreira Italiana agilizada pela Câmara Municipal de Oeiras, sempre muito presente em todos os equipamentos socias da nossa freguesia.
Rezámos a Maria Santíssima! É extraordinária a devoção do nosso povo à Mãe de Jesus. Quantas lágrimas não se cruzaram no olhar, tantos pedidos silenciosos, tantas conversas deseperadas, tantos movimentos de alma sinalizados. Maria sempre atenta.
E por fim, uma palavra para o “nosso” Bairro. A palavra que sonoriza a humana humanidade de tantos rostos que habitam a Santa Missa, a Catequese, os Leitores, Escuteiros, movimentos marianos, a Cartuxa, o acolitado, e todos os vemos, o Bairro é, ainda, o lugar onde tantos de nós conhecemos Jesus, e também a nuvem onde habita o tempo que damos à Igreja, não o que sobra, não, o tempo que nos faz tanta falta, o Bairro é a paisagem onde o SIM a Deus mais abana o vento da Fé, sobretudo, porque no Bairro a dor inunda a vida, mas não abafa a alegria da pertença, e a dignidade do basptismo, do Crisma, da voçação à santidade, o Bairro, essa geografia onde os mais novos trazem a Esperança do Acontecimento, esse que já dissemos, muda a nossa vida, o Bairro, velhos e jovens, o Bairro que tanto abraçou os nossos Bispos, que nunca falham a chamada da Fé, sim, o Bairro...por lá passeou o nosso D. Rui Gouveia, cumprimentando, sempre, no exercício paternal do Bom Pastor.