Encerramento da Visita Pastoral a Oeiras
Chegou ao fim e outro tempo começou: a missão! Sentiu-se no Pavihão da Escola Secundária, quase cheio, num dia de chuva intensa, depois de uma semana devastadora, ainda sob o efeito da depressão Kristin, que fustigou o nosso país, causando mortes e provocando uma enorme destruição no património imobiliário, na paisagem agricola e florestal, sentiu-se, diziamos, a verdadeira emoção entre o “povo” Oeirense que gostou de ter os seus bispos por perto. Muitos de nós experienciámos pela primeira vez esta proximidade. Os mais frágeis viram, ouviram e sentiram, num convívio intimo, pessoalíssimo, como Jesus encarnou para cada um de nós. D. Rui Gouveia que durante várias semananas partilhou diáriamente o quotodiano da Vigararia de Oeiras, representou o Patriarcado na pessoa de D. Rui Valério, Patriarca de Lisboa, e dos seus Bispos Auxilares, D. Alexandre Palma e D. Nuno Cordeiro. Instituições, Poder Local, Associações, enfim, todo o tecido social, político e económico manifestaram a sua profunda gratidão aos nossos Bispos pela sua presença nesta terra de missão que consiste, para nós, como bem deixou expresso o senhor Patriarca, no testemunho da presença de Cristo na vida da nossa comunidade. Levar a sério a missão implica olhar para onde centramente olhou Maria, Jesus, o Salvador de todos os homens e de todas as mulheres, o Caminho, a Verdade e a Vida.
O povo, o povo de Deus, mostrou, ainda, como gosta dos seus padres, como amamos a Igreja, como somos felizes vivendo na comunidade, partilhando com os irmãos a nova humanidade que o Senhor Jesus nos trouxe pela Cruz e Ressureição, como respeitamos as nossas instituições e como desejamos ardentemente que a mensagem do Evangelho chegue a todos. Somos muitos. Não nos importamos de ainda assim sermos poucos. Não deixaremos de trabalhar para bem comum, cada um de nós, nas nossos carismas, nas nossas comunidades, para a Igreja, a Diocese e para a nossa Paróquia. “Fomos feitos para o anúncio» lembrou o senhor Patriarca. ««Aquilo que parece irrelevante segundo os critérios do mundo torna-se decisivo segundo os critérios de Deus. E é aí que se encontram os verdadeiros recursos da Igreja».
Assim ficamos com as palavras de D. Rui Valério e as imagens que nos convocam à memória.